
Central do Timão
·2 avril 2025
Em postagem nas redes sociais, Corinthians relembra os dias 31 de março e 1º de abril de 1964, quando um golpe instaurou a Ditadura Militar no Brasil

Central do Timão
·2 avril 2025
Os dias 31 de março e 1º de abril marcam os 61 anos do golpe militar de 1964, que instaurou a Ditadura no Brasil até 1985. O Corinthians, por sua vez, relembrou a Democracia Corinthiana, movimento da década de 1980 que teve a luta pelo fim do regime militar como uma de suas principais bandeiras.
“A Democracia Corinthiana é um dos capítulos mais poderosos da nossa história. E é por isso que fazemos questão de lembrar: memória é resistência. Hoje, relembramos os dias 31 de março e 1º de abril de 1964, quando um Golpe de Estado deu início à Ditadura Militar no Brasil”, publicou o clube nas redes sociais. O Timão reforçou a importância de manter viva a memória da resistência e encerrou a mensagem com a frase: “Ditadura nunca mais. Democracia, sempre.”
Foto divulgação: Corinthians
O regime militar foi instaurado no Brasil em 1964 por meio de um golpe articulado pelos militares. O então presidente João Goulart foi deposto, e Humberto Castello Branco assumiu o cargo. O período foi marcado pela repressão e pelo autoritarismo, especialmente após a adoção do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que intensificou a censura e a perseguição política.
Já na década de 1980, surgiu a Democracia Corinthiana, um movimento que, além de transformar a gestão do clube, reivindicava o fim da ditadura e o direito ao voto direto para presidente, que não ocorria desde 1960. Ídolos como Sócrates, Casagrande, Zenon e Wladimir foram peças-chave nessa campanha histórica.
O nome e a identidade visual do movimento foram criados pelo publicitário Washington Olivetto, falecido no ano passado. Em homenagem ao profissional, o Corinthians fez uma menção especial a ele na partida contra o Athletico-PR, válida pelo Brasileirão de 2023.
Durante a Democracia Corinthiana, o clube conquistou o bicampeonato paulista, em 1982 e 1983. Antes da decisão que garantiu o segundo título, os jogadores ergueram uma faixa com a frase: “Ganhar ou perder, mas sempre com democracia.” Paralelamente, o regime militar foi perdendo força, até que, em 1985, chegou ao fim com a eleição indireta de Tancredo Neves.
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