Eleição do Conselho Fiscal do Flamengo: Mário Esteves expõe ideias da chapa Flamengo Sempre | OneFootball

Eleição do Conselho Fiscal do Flamengo: Mário Esteves expõe ideias da chapa Flamengo Sempre | OneFootball

Icon: MundoBola Flamengo

MundoBola Flamengo

·25 Februari 2025

Eleição do Conselho Fiscal do Flamengo: Mário Esteves expõe ideias da chapa Flamengo Sempre

Gambar artikel:Eleição do Conselho Fiscal do Flamengo: Mário Esteves expõe ideias da chapa Flamengo Sempre

Seguindo a preparação para as eleições do Conselho Fiscal do Flamengo, a TV MundoBola Flamengo entrevistou Mario Esteves nesta terça-feira (25). Ex-presidente do conselho e candidato à vice-presidente na chapa Flamengo Sempre, o sócio do Mais Querido comentou as propostas do seu grupo, possíveis mudanças e principalmente o projeto do estádio próprio. A votação será no dia 24 de março, uma segunda-feira, de 8h às 21h.

Formado em engenharia e especializado em economia, Mario Esteves é sócio emérito do Flamengo e presidiu o Conselho Fiscal por dois triênios (2013-2018). O candidato à presidência do órgão na chapa Flamengo Sempre é Adalberto Ribeiro, que passou por diferentes vice-presidências do clube ao longo das gestões anteriores: Jurídico, Relações Externas, e Gabinete.


Video OneFootball


O candidato à vice-presidência abriu a entrevista afirmando constituir a única "totalmente independente" na eleição do Conselho Fiscal do clube. Ele comenta a ligação dos concorrentes com membros da gestão anterior ou atual e cita, por exemplo, a chapa Independência Rubro-Negra, entrevistada pela TV MundoBola Flamengo na última sexta-feira (21).

"É necessário mostrar que essa independência é verdadeira. E esse é a principal característica da nossa chapa, somos uma chapa totalmente independente. Por que nós nos consideramos um chapa autenticamente independente? Se olharmos o atual espectro politico das chapas, temos uma chapa apoiada pela administração anterior, outra apoiada explicitamente pela atual administração e uma terceira chapa que pretende ser independente, mas basta observar que é uma chapa que contém fortíssimos vínculos com uma parte expressiva que hoje se encontra na diretoria", disse.

O candidato complementa afirmando que a principal força de sua chapa é o currículo dos integrantes e as comprovações que possuem a capacidade de fazer um bom trabalho, sem qualquer vínculo com grupos políticos da atual ou da antiga gestão.

"Embora pretenda se autoproclamar independente, as ligações com grupo político fortíssimo apoiado pelo atual presidente não é possível esconder. Nossa chapa não tem vínculo com a administração anterior ou essa. O que nos une é o amor pelo Flamengo e nossa capacidade de que podemos contribuir para o Flamengo em um Conselho Fiscal autenticamente independente, diligente, atento e baseado em nossas qualificações. O forte dessa chapa são os nossos currículos. Somos pessoas com vidas profissionais bastante exitosas e em áreas correlatas a fins das missões do Conselho Fiscal", completa.

Conselho Fiscal precisa de mudanças?

Um assunto que ganhou corpo no Flamengo, principalmente após a eleição de Ricardo Lomba no Conselho Deliberativo, são propostas para modernizar o estatuto rubro-negro. Mudanças classificadas como necessárias por diferentes sócios do clube. Mário Esteves, no entanto, entende que propor alterações não é de competência do COFI e só pretende entrar no debate como VP do Conselho Fiscal caso a decisão afete diretamente o órgão.

"Nós pretendemos ser honrados com os votos da maioria dos conselheiros do Deliberativo, nós estamos preparados para assumir o Conselho Fiscal no dia seguinte da eleição. No dia 1º de abril, já que o mandato atual vai até o dia 31. Nós conseguiremos, como já tivemos essa experiência, assumir o trabalho no COFI de um modo diligente para o Flamengo sem modificação no estatuto. Isso não significa que uma eventual modificação não venha a ser proveitosa para o Conselho Fiscal e para o Flamengo. Mas não requeremos qualquer mudança. É uma matéria do CoDe", explica, antes de completar:

"Nós, ou outros que forem eleitos, somos também membros do Deliberativo. Então, iremos certamente nos manifestar. Se for uma matéria que diga respeito ao COFI, o conselho vai pedir ao presidente do CoDe para ser ouvido em especial. Mas não temos pretensão de apresentar uma emenda estatuária. Entendemos que há uma necessidade de respeito e de independência de todos os poderes. Claro que, se o modo de funcionamento do Conselho Fiscal for alterado por alguma mudança, evidentemente acataremos e nos adaptaremos."

Ainda que não vá propor alterações no documento, Mário Esteves entende que há um fator que pode ajudar o Conselho Fiscal a cumprir as suas obrigações da melhor maneira. Trata-se do prazo para apresentar pareceres sobre contratos em até 48h antes da votação no Conselho Deliberativo. Isso porque o órgão muitas vezes tem um curto espaço de tempo entre receber os documentos, analisar e elaborar esses pareceres para os conselheiros.

"Alguns prazo do estatuto são muito cruéis com o Conselho Fiscal. (...) Em relação aos contratos, o inciso 13 do artigo 115, que define as competências do conselho, diz que o COFI deve opinar previamente em 48h sobre contratos cujo valor exceda 300 vezes o de sócio patrimonial. Isso dá R$ 2,4 milhões (300 x 8.000) Então, todos os contratos fora do futebol, se forem acima desse valor precisam ser analisados. A diretoria pode ficar um, dois, três meses debatendo um contrato, e o COFI só tem 48h para analisar. Entendemos que os poderes devem conversar em prol da boa governança do Flamengo.  Acreditamos que essas 48h podem ser tratadas de uma maneira diferente. Seria a única mudança estatutária", explica.

Quando o texto foi redigido, há 42 anos, o Flamengo e o futebol como um todo trabalhavam com valores muito inferiores do que os atuais. O Mengão é um clube de receita bilionária, e os contratos naturalmente acompanham o crescimento do clube, mas o Conselho Fiscal segue com a necessidade de avaliar todos os contratos acima de R$ 2,4 milhões fora do futebol e muitas vezes com pouco tempo.

"Essa matéria é de outro tempo, o estatuto é de 1992. O Flamengo mudou muito, é um clube com faturamento superior a R$ 1 bilhão e perspectiva de crescimento. E R$ 2,4 milhões representava um valor grandioso em relação ao que era o orçamento há décadas atrás. Tudo mudou, então esse método de atuação do COFI em prol de um votação consciente poderia ser mudado", completa Mário Esteves.

Estádio

Por fim, o tema que certamente dominará o Conselho Fiscal nos próximos anos é a construção do estádio próprio no terreno do antigo Gasômetro. Projeção da gestão Landim previa um gasto de até R$ 1,9 bilhões para levantar o equipamento esportivo, mas os novos cálculos da gestão Bap apontam para um custo de pelo menos R$ 3 bilhões.

Mário Esteves destaca importância do COFI acompanhar de perto todos os processos desse "mega projeto" e elenca as propostas da chapa Flamengo Sempre contribuir com construção.

"O presidente já mencionou que tem um estudo em andamento e que os valores preliminares indicam um projeto da ordem de R$ 3 bilhões ou mais. Então, temos uma questão bastante importante e crítica do ponto de vista das finanças do Flamengo. É um projeto que não sabemos ainda o formato, mas imaginamos que será executado em várias etapas e serão contratadas inúmeras empresas para executar essas varias frentes. É um assunto que afeta o COFI, e nós temos dois pensamentos em relação a isso", disse o candidato, antes de pontuar os projetos:

  1. "Pretendemos montar desde o primeiro dia uma comissão interna integralmente dedicada a manter o acompanhamento e conversas com todo mundo que seja necessário para nos mantermos a par deste projeto e preparados para quando os contratos chegarem ao COFI. Pretendemos trabalhar com 14 conselheiros. Vamos respeitas os dois conselheiros efetivos, eleitos pela chapa que ficar na segunda posição. E, entre eles, vamos indicar uma comissão interna."
  1. "Temos a expectativa que todas essas contratações fossem feitas com base em concorrências, mas que o Flamengo elaborasse termos de referência que orientem essas contratações. O Conselho Fiscal pretende manter contato com os demais poderes, trabalhando por essa ideia. E mais: contribuir para a elaboração de minutas padrões. Como serão muitos contratos, termos que trabalhar com minutas padronizadas. Cadas contrato é único, mas existem clausulas de proteção ao Flamengo: multa, rescisão, inadimplência, controle do cronograma, metas a serem cumpridas... É um mega projeto, porque terá o Flamengo e o poder público. Esse assunto está completamente no nosso radar, estamos pensando bastante nisso e sabemos que é um projeto que acontece uma vez na vida."

Chapas para eleição do Conselho Fiscal do Flamengo

As quarto chapas inscritas para a eleição do COFI ainda não foram homologadas, pois estão no processo de análise e aprovação dos nomes. Confira:

Lihat jejak penerbit