Era um sábado como esse… E a frase do Barboza | OneFootball

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·29 Maret 2025

Era um sábado como esse… E a frase do Barboza

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A temporada de 2025 começa para o Botafogo neste domingo (30), no Allianz Parque, contra o Palmeiras. Esta é a visão da própria SAF do clube. Dos três primeiros meses do ano, o Glorioso só aproveitou o último para consolidar sua pré-temporada. Janeiro e fevereiro não contam. Por mais que a equipe tenha acumulado vexames na Supercopa do Brasil e na Recopa Sul-Americana, esse período está alijado do calendário. Sob o prisma do sócio majoritário John Textor, o Alvinegro inicia sua trajetória com a imagem de duas taças mastodônticas nas mãos: o primeiro Brasileirão após 29 anos e a inédita Copa Libertadores, torneio pelo qual o Mais Tradicional colocou os outros gigantes do continente de joelhos.

O 30 de novembro de 2024 deveria ser o dia mais importante da história do Botafogo. Mais do que a fundação do clube ou a fusão entre o remo e o futebol. Naquela tarde, em Buenos Aires, a Estrela Solitária ofereceu ao planeta um argumento irrefutável de sua suntuosidade. E não apenas pela parte institucional ou por ter vencido o Mineiro, com um jogador a menos desde os 40 segundos de bola rolando. Mais de 40 mil seguidores do Mais Tradicional se deslocaram de avião, ônibus, automóvel, moto, bicicleta, barco ou carona para o Monumental de Núñez naquele sábado. No estádio do River Plate, a torcida lotou o seu setor e ainda tirou onda com um mosaico. A maior mobilização da história!


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John, Vitinho, Bastos, Barboza e Telles; Gregore, Freitas e Almada; Savarino, Luiz Henrique e Jesus. A escalação durou pouco. Mas o suficiente para que as novas gerações jamais se esqueçam, assim como os mais velhos recordam os 11 iniciais das equipes com Manga, Didi, Garrincha, Quarentinha e Túlio Maravilha.

Barboza não esquece

O que mais impressiona o colunista, no entanto, é uma frase do zagueiro Barboza, na entrevista coletiva, após o embate. Um golaço. Ela sintetiza a cobertura jornalística daquele evento. Desde as 11 horas de voo, rasgando os céus da América do Sul, até o momento em que Júnior Santos coloca um ponto final na saga do Botafogo na Libertadores, decretando o 3 a 1 e provocando uma erupção nas tribunas de imprensa. Explosão, aliás, que deixou até os funcionários da Conmebol incrédulos.

A sala de imprensa do River parecia um auditório. Literalmente monumental. Ali, Barboza, cria do próprio clube argentino, observou as perguntas, fitou os presentes e arrematou.

“Sei que muitos de vocês são botafoguenses. O que fizemos hoje também foi por vocês”, sentenciou o zagueiro campeão sul-americano e brasileiro.

Alguém lembrou que também fizemos parte do espetáculo e não somos os vilões indesejáveis! Que percepção e sensibilidade do xerife naturalizado uruguaio!

Desde a estreia em Cochabamba (BOL), no empate diante do Aurora, até o último pedaço de pizza portenha, estivemos vigilantes. Nos denominamos a “Mídia Limpa” em contraposição à decadente “Imprensa do 7 a 1”. Não há guerra de vaidades. Pelo contrário, nos ajudamos, vibramos com o crescimento de quem está ao nosso lado e estivemos sempre juntos, dentro e fora de campo, naqueles dias na capital argentina. Fomos uma família. Igual ao Botafogo de Artur Jorge.

*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10

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