Benfica e SC Braga de novo na <i>Taça</i>: os números de um equilíbrio cada vez maior | OneFootball

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Zerozero

·26 febbraio 2025

Benfica e SC Braga de novo na <i>Taça</i>: os números de um equilíbrio cada vez maior

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O embate desta quarta-feira entre Benfica e SC Braga dita o 16º encontro entre as duas equipas em jogos a contar para a Taça de Portugal. Entre o primeiro e o quinto clubes que mais vezes levantaram a Prova Rainha, podia-se pensar que o desnível no confronto direto a contar para a competição fosse idêntico ao que o palmarés apresenta. No entanto, os números contrariam uma tendência que, embora continue favorável ao Benfica, tem sido severamente posta em causa pelos minhotos.

Para termos uma noção dos primeiros tempos de um jogo que se tem tornado cada vez mais um Clássico do futebol português, apenas à quarta tentativa é que os Gverreiros do Minho levaram a melhor sobre os encarnados.


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A conquista que aguçou o equilíbrio

Então em abril de 1966, os arsenalistas surpreenderam o país e deram um dos passos-chave para a primeira grande conquista do seu historial - venceram na final o Vitória FC.

O 4-1 iniciado pelo bis de Adão Craveiro no Estádio Municipal 1º de Maio foi bagagem suficiente para resistir ao poderio apresentado pelas águias na segunda mão, estabelecendo o tiro inicial de um equilíbrio de forças até então impensável.

Antes dessa célebre época de 1965/66, o tónico era claro: três jogos, três vitórias expressivas das águias - 1-4, 1-4 e 9-0. Daí em diante e apesar do vasto sucesso do Benfica na competição, a responsabilidade dos minhotos foi espelhada dentro das quatro linhas com maior frequência e várias outras surpresas surgiram pelo caminho.

Se em 1978/79 e 1981/82, o SC Braga voltou a ter estofo para deixar o clube da Luz pelo caminho nos 16 avos de final e nas meias, o mesmo não aconteceu sete anos volvidos. Então em 1988/89, as águias orientadas por Toni deram a volta à vantagem imposta por Santos à passagem da meia hora e fizeram regressar os êxitos ao lado encarnado da barricada.

Antes do início do novo milénio - em 1998/99 -, os bracarenses, guiados pelo instinto goleador de Karoglan, reverteram o golo de Nica Panduru e fizeram a Cidade dos Arcebispos sonhar com a segunda conquista da Taça de Portugal em todo o historial na prova. Uma glória momentânea, já que, no jogo seguinte, o FC Porto superiorizou-se e foi quem teve direito à famosa festa do Jamor. Mais jogos? Quase 13 anos depois, em pleno era António Salvador.

Com a época 2010/11 em pleno decurso, Javier Saviola e Pablo Aimar ditaram a passagem do Benfica e o regresso a casa dos bracarenses, cada vez mais sedentos por levantar nova Taça de Portugal, então em fuga há quase 60 anos.

No entanto, esta maldição bracarense em torno da Taça saiu reforçada em 2014/15. Depois de deixar novamente para trás a equipa mais bem-sucedida da competição em pleno Estádio da Luz com o gelo nas luvas de Kritciuk, a dolorosa derrota aos pés do Sporting funcionou como catalisador das duas conquistas que se seguiram - uma delas, logo em 2015/16.

Isto porque a mais uma eliminação consumada em 2019, chegaria, por fim, o ponto alto nesta dura batalha com as águias, bem como a terceira Rainha dos Gverreiros. Na inédita final desenrolada em maio de 2021, a ausência de público no estádio não inibiu Ricardo Horta e Lucas Piazón de confirmarem nova grande alegria arsenalista.

Por fim, os derradeiros jogos entre as equipas manteve o braço de ferro equilibrado. Ao desempate por grandes penalidades favorável ao SC Braga em 2022/23 - único empate registado -, o Benfica cimentou, por último, a vantagem tangencial de vitórias que se registava. Zalazar até rubricou dois golos, mas Rafa, Arthur Cabral e Aursnes foram soberanos a ditar os destinos da eliminatória.

Contas feitas, as oito vitórias amealhadas simbolizaram seis passagens aos encarnados, sendo que os seis êxitos bracarenses simbolizaram outros tantos acessos à fase seguinte e um título, ao passo que o único empate sorriu aos do Minho.

Um aproveitamento para o qual os pupilos de Bruno Lage deverão estar alertados, embora os duelos na Luz inclinem a taxa de sucesso a favor dos lisboetas.

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