Papo na Colina
·27 de março de 2025
Assessoria desmente negociação com o Vasco, entenda

Papo na Colina
·27 de março de 2025
O Vasco tem planos ambiciosos para transformar São Januário em um espaço multiuso, incluindo a realização de grandes eventos e shows. O clube já discute possibilidades e busca parcerias para viabilizar a reforma e a futura utilização do estádio para além do futebol. No entanto, a assessoria de Roberto Medina, criador do Rock in Rio, desmentiu qualquer negociação em andamento.
Na tarde desta quinta-feira, o ge recebeu uma nota do Grupo Dreamers, responsável pelos negócios de Medina, contestando as informações que circulavam sobre uma possível parceria com o Vasco:
“O Grupo Dreamers esclarece que o Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio, e nenhuma outra empresa do grupo estão em negociação com o Vasco. Não houve a assinatura de carta de intenção e não existem planos sobre agenda de eventos e negócios no estádio de São Januário”. Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
A declaração contraria as recentes movimentações do clube, que tem trabalhado para atrair investidores e empresas do setor de entretenimento para o novo estádio. Durante uma transmissão na VascoTV, Renato Brito Neto, segundo vice-presidente geral do Vasco, comentou sobre as negociações sem mencionar diretamente o nome do grupo de Medina:
“A gente está negociando com um banco de investimento e com uma empresa muito grande do mercado de shows, do mercado de business, que procurou o Vasco. Foi bem bacana. Não foi nem uma procura ativa, veio dessa empresa, que é muito grande. Essa empresa que vai trazer com ela esse parceiro financeiro, que é um banco de investimento. Além disso, estamos trazendo consultora especializada em plano de negócios de estádio”.
A reforma de São Januário ainda está em fase de estudos, incluindo a definição da capacidade total do estádio, que pode variar entre 43 mil e 57 mil pessoas, dependendo da viabilidade econômica do projeto. O Vasco também pretende seguir o modelo de outros estádios, como o Nilton Santos, permitindo que parte do público assista a shows diretamente do gramado. Esse formato ampliaria a capacidade, como ocorre na casa do Botafogo, que pode receber até 60 mil pessoas em eventos.
“Eu vou falar um número aqui e não quero que ninguém se assuste, porque é uma diferença muito grande. Mas eu diria que vai ficar entre 43 e 57 mil. Por que essa diferença? Porque o que está sendo feito agora é um estudo econômico-financeiro do custo de construção e do custo de operação”, explicou Renato Brito.
Outro ponto essencial para a concretização do projeto é a mobilidade urbana no entorno de São Januário. O clube já apresentou um modelo inicial para melhorar o acesso ao estádio, incluindo a ligação com a estação de BRT da Avenida Brasil, além de melhorias no trânsito e nas calçadas para facilitar a circulação de pedestres. A comunidade da Barreira e outras áreas próximas também serão incluídas no planejamento.
Apesar dos avanços nas discussões, as obras do novo São Januário ainda não têm data para começar. O Vasco precisa concluir a venda do potencial construtivo, essencial para arrecadar os R$ 500 milhões previstos no projeto. Até o momento, o clube conseguiu apenas 1/5 desse valor. Além disso, a criação da Sociedade de Propósito Específico (SPE) ainda está pendente.
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