VAR e esquema quase estragam estreia, mas chute de Alisson faz São Paulo quebrar tabu e vencer Talleres pela Libertadores | OneFootball

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AVANTE MEU TRICOLOR

·03 de abril de 2025

VAR e esquema quase estragam estreia, mas chute de Alisson faz São Paulo quebrar tabu e vencer Talleres pela Libertadores

Imagem do artigo:VAR e esquema quase estragam estreia, mas chute de Alisson faz São Paulo quebrar tabu e vencer Talleres pela Libertadores

Calleri disputa bola com adversário no duelo desta noite (Hernan Cortez/Getty Images)

RAFAEL EMILIANO@rafaelemilianoo


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Não foi um primor de atuação, mais uma vez a tática escolhida pelo técnico Luis Zubeldía apresentou falhas, mas, como o que vale é bola na rede, o São Paulo consegue temporariamente suspender o princípio de crise que ameaçava se instaurar no Morumbi.

Na noite desta quarta-feira (2), a equipe tricolor quebrou um tabu e venceu por 1 a 0 o Talleres, em sua estreia na edição deste ano da Copa Libertadores.

Foi a primeira vez na história que o São Paulo venceu o adversário argentino fora de casa, em Córdoba. Em resultado que ao menos dá um respiro, principalmente, ao pressionado Zubeldía.

A aposta do treinador poderia acabar frustrada por conta de um primeiro tempo que se desenhava sonolento e sem muita criatividade dos dois lados. Mas depois da metade da etapa inicial, o Tricolor mudou sua forma de atuar e até conseguiu encontrar um gol com Calleri, que acabou anulado após indicação do VAR.

No segundo tempo é que a coisa pegou para valer. O Tricolor começou melhor, teve duas boas chances, mas depois o Talleres equilibrou. Quando os mandantes arrancavam suspiros, contudo, Cédric Soares cruzou, a zaga desviou mal e Alisson pegou um baita chute da entrada da área para marcar o único gol do jogo.

Com os importantes três pontos fora de casa, o São Paulo empata com o Libertad, do Paraguai, na liderança do Grupo D.

O clube volta a campo agora pela Libertadores na próxima quinta-feira (10), às 21h30 (de Brasília), contra o Alianza Lima, do Peru, no Morumbi. Antes, vai ao Mineirão enfrentar o Atlético-MG, às 16h (de Brasília) deste domingo (6), pelo Campeonato Brasileirão.

O JOGO

A manutenção dos três zagueiros, com as alterações já prevista e a surpreendente entrada de Ferreirinha no lugar de Luciano deu o tom na primeira etapa.

Em um jogo fraco tecnicamente, o São Paulo viu seu adversário abdicar dos dois atacantes e povoar o meio-campo, criando muita dificuldade de articulação pelo Tricolor (que já tinha uma transição de jogo lenta).

Pouca funcionou até metade da etapa inicial. Ferreirinha, flutuando entre os dois lados do campo, não rendia. Oscar voltou além da conta para tentar pegar a bola dos zagueiros e ajudar a melhorar a armação, liberando os dois volantes para irem ao ataque tentar dar mais trabalho à marcação. Nada deu muito certo e o tempo ia passado sem nenhuma chance concreta para as duas equipes.

O grande problema era o desequilíbrio. Com Oscar, Enzo Díaz e Ferreirinha, o São Paulo via seu jogo inevitavelmente ficar penso para o lado esquerdo, facilitando a marcação do Talleres e deixando o canto direito despovoado.

Com o relógio andando, Zubeldía mexeu as peças dentro de campo. Abdicou dos três zagueiros, abriu Ferraresi como lateral-direito e avançou Cédric Soares como ponta por aquele lado. Virou um 4-3-3, digamos assim, na tentativa de equiparar as opções ofensivas do Tricolor e distribuir melhor o jogo (e a marcação dos argentinos).

Até certo ponto, digamos assim, funcionou. Porque em uma formatação mais habitual e com a marcação do Talleres mais espaçada, o time repetiu o velho esquema habitual de Oscar cair mais pela ponta-esquerda, fazendo uma dobradinha com Ferreirinha. Do outro lado, apesar das deficiências pela falta de vocação ofensiva das opções, Cédric conseguia ir à linha de fundo.

Foi dessa maneira, na primeira jogada trabalhada entre a dupla Ferreirinha e Oscar, que o São Paulo chegou ao gol. Aos 36, a dupla tabelou pela esquerda e cruzou para Calleri, livre devido à falha da defesa do Talleres, completar às redes. Alegria que durou pouco, afinal do VAR apontou impedimento do camisa 8 e o lance foi anulado.

Zubeldía parece ter gostado do que viu e manteve o mesmo time na volta do intervalo. De certa forma, até deu certo, afinal o Talleres continuava com problemas para marcar a saída de jogo são-paulina. E assim apareceram algumas chances. Aos 4, Cédric pegou uma sobra de bola, finalizou e exigiu boa defesa do goleiro em dois tempos.

Aos 10, contudo, a melhor chance tricolor. Oscar bateu escanteio e Arboleda desviou com perigo, obrigando o goleiro Herrera a salvar quase em cima da linha.

Parecia que o Tricolor tinha engrenado, mas do outro lado tinha um adversário que, apesar da sua fragilidade técnica, tinha disposição tática. E na base dos contra-ataques em velocidade, conseguiu três finalizações com certo perigo.

A coisa parecia estar se complicando quando a estrela tricolor resolveu brilhar na Argentina. Aos 30, em uma resposta da equipe no contra-ataque, Cédric recebeu na ponta-direita e cruzou mal. Mais mal ainda foi a tentativa de corte da zaga argentina, que praticamente ajeitou a bola na entrada da área para Alisson chegar batendo e marcar o primeiro gol do jogo.

Com a vantagem no placar, não deu tempo nem do São Paulo pensar em fechar a casinha direito. Aos 35, Reynoso bateu escanteio e Alan Franco, ao tentar tirar, mandou contra o próprio patrimônio e acertou o travessão!

Foi o lance mais perigo do Talleres em meio à pressão criada nos minutos finais, quando o São Paulo abdicou de vez do jogo e deixou os argentinos irem com tudo para cima, muitas vezes com certo grau elevado de susto, mas sem conseguir efetivamente ser mais incisivo no ataque, selando a boa vitória tricolor.

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